sábado, 11 de julho de 2009

Saudade


E de quando em quando retorna aquele conhecido aperto no peito. O coração parece não se conter no tórax. O corpo todo estremece apenas com pensamentos que insistem em retornar à memória. A boca seca, os olhos mais brilhantes, a pele clamando por contato. A isto chamam de saudade. E a história se repete, mais uma noite que se vai vazia, apenas com o desejo ardente e solitário que se transforma em palavras nunca lidas.

De volta à cama vazia, ainda tenho a vã esperança de que o telefone toque! Mas ele continua no gancho a noite toda sem emitir som. Acordo ainda antes de amanhecer em um sobressalto quando me dou conta que estava apenas sonhando e que tudo continua da mesma forma que antes.

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