
Quem foi que disse que quando a gente cai basta sacudir a poeira e seguir em frente? Talvez esqueçam de mencionar que temos que seguir em frente com as feridas que o tombo gerou. Feridas que muitas vezes demoram anos para cicatrizar. Algumas nunca cicatrizam, ficam ali escondidinhas até toparmos com elas novamente e elas voltarem a sangrar até mais que antes.
O que mais dói é sempre o mais invisível, ninguém sabe o que uma pessoa pode sentir a não ser ela mesma.
Quão arrogante tem que ser um indivíduo para julgar a dor de alguém. Quão individualista tem que ser para achar besteira os sentimentos de alguém. Não peço para que se importem mas, por favor, não menosprezem.
Queria poder dizer que a indiferença é a melhor coisa nessas horas. Mas para quem? E como ficar indiferente a pessoas que nunca estiveram presentes?
Meu mundo voltou a sangrar e sim, talvez seja meu próprio tombo a causa. A incompreensão me tortura. Arde mais que um veneno forte no sangue. O corpo todo padece nas incontáveis vezes que me senti assim.
Como me julgam se sequer me conhecem? Como podem achar que errei sem saberem que tudo que eu queria era acertar?
Não há mais tempo, esgotaram-se as chances, cada um continuará com seu pensamento muito mais mesquinho que julgam ter sido o meu.
Desisto de vocês da mesma forma que nunca insistiram em mim.
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